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e o raio da nau ganha raízes

fomos fugindo um do outro

fomos fugindo de todos

fomos fugindo de nós próprios 

até ficarmos sozinhos 

agarrados aos mortos e ao que já passou...

não nos demos ao trabalho de arranjarmos um da nossa espécie 

temos, agora,  como única bandeira

uma insignificante folhita de oliveira 

que nos priva de quase tudo

de avançar, por exemplo,

não aprendemos a nadar

e temos um dilúvio cá dentro

e o raio da nau ganha raízes – 

das profundas com braços de torga -

que nos devora o cérebro

e nos impede de ver o óbvio




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