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e, hoje, no entanto, amanheceram pássaros trinando…

andam pardacentos os dias são cavalos indomáveis os rios choram as árvores e tudo à volta e, hoje, no  entanto,  amanheceram pássaros trinando… subitamente, o riso, a alegria dos moços brincando...
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escuta as vozes longínquas de crianças, o ruído de um motor que passa na estrada, o silêncio que isso envolve e que fica

são nossos todos os lugares quando sentidos nem que seja breve instante um fundo respirar de chão um leve olhar de ave como quem diz «também faço parte» basta  corpo a atravessar um coração a pulsar para que o espaço leve com a tua assinatura

E porque é que não nos podemos movimentar no Tempo como nos movimentamos nas outras dimensões do Espaço?

eu mais à frente já não tanto passado mas presente com visões de esperança acolhendo quem se lembra sempre esta é a única viagem possível no tempo ( o título é um excerto do livro « a máquina do tempo» de H.G. Wells)

Com arriscada atenção aspiramos à ditosa notícia de uma perfeição especialista em fracassos

a que era quem mal sabia contar a que confundia patos com perdizes do mar a que andava sempre ao deus dará (o título é de Ana Hatherly)

ponto exato

não a dispas por completo deixa-lhe um leve rasto naquele ponto exato  onde todos recomeçam a pensar  que a única folha não varrida pelo vento é vermelha: seja  resquício de natal seja anseio estival

Por isso cada inverno, a magnólia espera que a flor aconteça.

A infância só termina quando aprendemos que a morte se alimenta da vida. E recomeça quando descobrimos que é afinal a vida  que se alimenta da morte. Por isso cada inverno, a magnólia espera que a flor aconteça. (José Rui Teixeira)

olhar cada coisa, sondar-lhe as naturezas abissais

Quero falar-vos sobre a vontade de viver.  Daquele abrir de braços pela manhã, um espreguiçar exagerado, um esfregar de ramelas, um abrir de janela para ver o tempo que se faz.  Daquele entrar para debaixo de água seja da chuva de dentro ou da chuva de lá de fora e cobrirmo-nos do cheiro a café torrado que invade a nossa rua. E sentir um pé e outro pé na meia quente e que traçam caminho. Quase sempre o mesmo, mas que o olhar regula como bem quer.  E a música? Quero falar-vos da música. A que dita este bem querer, é banda sonora, é energia que combina com os  batimentos cardíacos, é alegria, é bem estar, ajuda-nos a respirar.  Quero falar-vos sobre a vontade de fazer coisas novas, arrumar, mudar a posição de tudo, estudar a melhor forma de fazer diferente, de conhecer outros lugares e suas gentes, de saber falar pausadamente e com consciência de não querermos ser mais do que aquilo que somos.  Quero falar-vos da amizade. E do encanto. E da gratidão de mais u...

há quem tenha

quem me dera ter tido a sorte aquele tipo de sorte que espanta a gente e nos põe a pensar na sorte que se teve  não como quem escapou por um triz nem como quem não merecia ser tão feliz mas aquele tipo de sorte em cheio não pela metade, mas por inteiro

o mundo inteiro do avesso

Eu sou. Eu posso. Eu mando. Eu quero. Eu sei. Eu faço. Eu tenho. Eu assim tão encerrado num ponto final, sem trânsito. Tão só este pronome.  Tão sozinho que se esqueceu do verdadeiro nome próprio e cuja única forma de disfarçar a sua incapacidade  é rodear-se de verbos assim tão imperiosos.  Engole-se de si próprio e do sangue de todos. E engrandece.  Nem tu nem ele ou ela.  Nem sequer vós ou eles, todos juntos (o mundo inteiro) serão já suficientes para o deter  neste percurso avassalador.