Lembrei-me como era urgente marcar um encontro comigo mesma, naquele sítio bonito que só eu mereço, escolhido de facto, sem que nenhuma das ocorrências da vida venha interferir na minha forma de respirar sei que é irremediável o que, em certo ponto da vida, temos para dizer a nós próprios na sua forma mais pura e bela a confissão mais exata, mas também a mais absurda e profunda. ( ligeiro desviar do remetente na carta esboço de Nuno Júdice)
Não tenhas receio de admitir que aprecias. Até porque há que exercer os sentidos enquanto sentem. E o que é bonito é para se ver. Esta é a tua cena. Não por ser cor de rosa nem por ter flores no seu peitoril mas por estar a sorrir para quem passa na rua. Não indiferente, mas com uma predisposição inata para olhar e ver e para ser vista. Surge flagrante, de pálpebra semi cerrada. Eficaz na forma como te alcança.