Sou a que sabe
que é primavera quando
sou chamada a entrar em cena.
Sou ali colocada
num ponto - chave e sou convidada
a ver a marcha do mundo.
Sou dada à luz e exposta a perfumes.
Sou farol, sou plateia, sou posto de controlo.
Ganho braços e pernas e ouço
os sons de tudo.
Sou assento. Sou centro de paz.
Tenho-a por minha companhia
- aí vem ela, aí vem ela, só ela me cabe!
Vem como água que se infiltra.
Vem como hera que se enlaça.
Vem com alegria. E instala-se.

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