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olhar cada coisa, sondar-lhe as naturezas abissais

Quero falar-vos sobre a vontade de viver. 

Daquele abrir de braços pela manhã, um espreguiçar exagerado, um esfregar de ramelas, um abrir de janela para ver o tempo que se faz. 

Daquele entrar para debaixo de água seja da chuva de dentro ou da chuva de lá de fora e cobrirmo-nos do cheiro a café torrado que invade a nossa rua. E sentir um pé e outro pé na meia quente e que traçam caminho. Quase sempre o mesmo, mas que o olhar regula como bem quer. 

E a música? Quero falar-vos da música. A que dita este bem querer, é banda sonora, é energia que combina com os  batimentos cardíacos, é alegria, é bem estar, ajuda-nos a respirar. 

Quero falar-vos sobre a vontade de fazer coisas novas, arrumar, mudar a posição de tudo, estudar a melhor forma de fazer diferente, de conhecer outros lugares e suas gentes, de saber falar pausadamente e com consciência de não querermos ser mais do que aquilo que somos. 

Quero falar-vos da amizade. E do encanto. E da gratidão de mais um novo dia.


( o título é de Carlos Poças Falcão)





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