Eu sou. Eu posso. Eu mando. Eu quero. Eu sei. Eu faço. Eu tenho.
Eu assim tão encerrado num ponto final, sem trânsito.
Tão só este pronome.
Tão sozinho que se esqueceu do verdadeiro nome próprio
e cuja única forma de disfarçar a sua incapacidade
é rodear-se de verbos assim tão imperiosos.
Engole-se de si próprio e do sangue de todos. E engrandece.
Nem tu nem ele ou ela.
Nem sequer vós ou eles, todos juntos
(o mundo inteiro)
serão já suficientes para o deter
neste percurso avassalador.
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