Apetece-me escrever sobre isto. Já quase ninguém escreve â mão. E apetece-me escrever sobre este assunto por ter visto, num livro que alguém me ofereceu pelo natal, um registo escrito. O livro foi adquirido num alfarrabista. É um livro usado e a pessoa que mo ofereceu, ofereceu-o com intenção porque sabe exatamente do que eu gosto. E de todos os pormenores que um livro usado encerra, houve um que me cativou especialmente. Na segunda página, o antigo dono deste livro deixou registada uma dedicatória e uma data. E cheguei ao ponto que pretendia chegar. E não é o teor da dedicatória nem a data (apesar de ser uma data interessante). O que mais me importa é a caligrafia. É o manuscrito. E este é um assunto que me emociona particularmente. Para quem, como eu, gosta de escrever à mão sabe que a caligrafia diz muito sobre quem escreve e, por vezes, até faz adivinhar o estado de espírito de quem escreve mesmo sem se perceber o que escreveu. É uma marca pessoal. É um modo a quen...
Algo que interessa ou não... Não sou única nem diferente... Gosto de desanuviar e, quem quiser desanuviar comigo, é bem vindo.