Entro devagar na água até à cintura e deixo-me sentir em baloiçar de ondas a água desce e sobe o corpo inunda-se de balanços tudo se torna leve deixo-me deslizar elevo-me a boiar fixo o céu azul e o dia escorre esplendoroso e suave do lado direito uma orla negra de rochas duras como fendas fundas a água escorre para lá se funde e esbate em mim saio meio louca enrolo-me em toalha quente o sangue lateja lanço âncora na areia fina. Mónica Costa
Algo que interessa ou não... Não sou única nem diferente... Gosto de desanuviar e, quem quiser desanuviar comigo, é bem vindo.