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que mais que desgraça é virtude

talvez vos console saber que estou só

que nem uma haste seca no verão

folha à solta na calçada inebriada pela cor

um ping único em chapa gasta

sorriso pouco breve apagado

nestes tempos em que ficamos quase

todos sós uns dos outros e até de nós

talvez seja atitude honesta admitir-vos

esta condição de mim como um só

que se acostumou a tanta solitude

que mais que desgraça é virtude


(texto construído para representação, 2025)




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