temos facas pedras e pistolas chicotes e martelos
soltamos vozes que são ecos silêncios e sombras que nos assolam
somos graças desperdiçadas animais maiores que as gaiolas
vendemos gritos e embaraços gemidos correntes e lapsos
compramos ideias a rodo sonhos à distância de um clique
achamo-nos digníssimos bípedes prestes a cair no engodo
bons a ter dorso curvado e cauda que não abana
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