Andamos presos ao hábito.
Traçamos de manhã à noite trajetos certos e fáceis,
daqueles de serem feitos de olhos fechados.
Calhou-nos em sorte um sítio, um clã, um nome
e reinamos, dando ares de estabilidade,
marionetas de vidas perfeitas, impecáveis,
com horas para tudo.
Damos pouco,
almejamos quase nada
e recebemos em apatia
a certeza dos minutos programados.

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